Telhado verde e seus benefícios

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Telhado verde ajuda a minimizar os efeitos do calor nas edificações

Pesquisa realizada pela USP aponta que solução pode reduzir em até 5°C a temperatura no alto dos edifícios

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) indicou que o uso de telhado verde pode reduzir em até 5°C a temperatura no alto de uma edificação. A pesquisa comparou dois prédios na cidade de São Paulo, um com o sistema e outro sem.

 

O terraço que tinha a área verde ajudou a diminuir a sensação de calor no prédio e também registrou aumento de 15,7% no índice de umidade do ar. Mesmo antes de ser publicado o estudo, algumas edificações já haviam sido projetadas com o espaço, apostando nos benefícios da técnica. É o caso do Iguaçu 2820, desenvolvido pela Construtora e Incorporadora Laguna, em Curitiba. O jardim foi implantado no terraço do sétimo andar do prédio, que será inaugurado no final de fevereiro.

 

Segundo Gabriel Raad, diretor da Incorporadora, a redução da temperatura no topo do edifício também terá reflexo no consumo de ar-condicionado, resultando em economia de energia. “A região central geralmente registra a temperatura mais elevada da cidade, devido ao número reduzido de áreas verdes e à concentração de edificações, o que consequentemente aumenta o uso de equipamentos para a refrigeração dos edifícios. A implantação de outros telhados verdes poderia reduzir os chamados bolsões de calor, principalmente nesses períodos de temperatura mais elevada”, defende.

 

Outro benefício apontado pelo diretor é a possibilidade de ter à disposição uma área verde, em plena região central, estimulando o contato com a natureza. “No caso do Iguaçu 2820, esse é um ambiente que poderá ser desfrutado pelos profissionais que trabalham no local em intervalos de almoço e de lanche ou em momentos de relaxamento, por exemplo. Além disso, o espaço pode ajudar a minimizar os impactos causados pela poluição do ar”, conta.

 

O telhado verde faz a retenção da água da chuva para a irrigação das plantas, o que reduz o consumo do recurso. Além disso, parte da energia solar irradiada no prédio é absorvida pelas espécies. “O sistema exige um investimento significativo para a viabilidade, pois deve ter um acompanhamento minucioso desde o projeto arquitetônico até a aplicação. A laje precisa ser projetada para receber o jardim, avaliando questões de sustentação e de infiltração”, explica Gabriel Raad.

 

De acordo com o diretor, mesmo exigindo um estudo de viabilidade para a instalação do sistema, o resultado geralmente é positivo e traz mais benefícios do que preocupações. “Depois de pronto, o custo de manutenção é considerado baixo, já que as espécies passarão pelo mesmo ciclo de renovação que aconteceria em um ecossistema natural”, afirma.

 

 

Jornal Folha Condomínios
Author: Jornal Folha Condomínios

Jornal Folha Condomínios - Um jornal focado nos condôminos e profissionais que atuam em condomínios.


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