Pré-candidato ao Governo do Estado, Luiz Felipe D’Ávilla participou do Fórum de Temas Nacionais 2017 da ADVB

Segundo ele, três fatores levaram o país à atual situação:

o populismo, o clientelismo e o Estado patrimonialista

Créditos: Fredy Uehara / Uehara Fotografia

 

O fundador e Presidente do Centro de Liderança Pública, Luiz Felipe D’Ávilla, palestrou como convidado do Fórum de Temas Nacionais 2017, promovido pela ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, nesta terça-feira (dia 7 de novembro), no Hotel Maksoud Plaza (Rua São Carlos do Pinhal, 424), em São Paulo. A palestra abordou o tema “Liderança e inovação na gestão pública” e contou com a presença de associados da ADVB, diversos empresários e autoridades.

Luiz Felipe D’Ávilla falou sobre o momento que o Brasil vive: um desequilíbrio na balança privada e na gestão pública. “É preciso buscar equilíbrio para percorrer caminhos transformadores e crescer”. D’Ávilla se diz muito contente em compartilhar com os convidados que a gestão pública está mudando e falou sobre os motivos que levaram o país à atual situação: o populismo, o clientelismo e o Estado patrimonialista. “O Brasil está assim pela omissão na vida pública”. Há um descompasso entre os valores que temos e aquilo que fazemos. Precisamos entender esse descompasso como cidadãos, participando mais da vida pública”. Segundo ele, essa participação na vida pública veio com as manifestações dos jovens em 2013. “É uma juventude que tem espírito público, são pessoas que lutam pela causa, focadas em significado e em senso de propósito. Eles querem participar da política”, afirma.

Para a mudança no setor público, é preciso entender como funciona a máquina pública e ser parceira da sociedade. “Para ter sucesso na vida política pública, é preciso ter uma boa narrativa, contar uma boa história, criar empatia com as pessoas. Juntar forças e envolver o setor privado, o setor público e o Terceiro Setor”. Ele citou um case do Governo do Estado, sobre segurança viária, em que reduziram 44% do número de mortes no trânsito – o que foi feito trabalhando em parceria com o setor público e privado, além de estender o projeto para outros municípios, criando pluralidade em equipe. “Precisamos mostrar dados e não ignorar os fatos, mensurando a esfera pública”.

O cientista político também falou sobre um dado de educação do Governo Federal, que a imprensa tratou como nota de rodapé: 52% das crianças são analfabetas. “Somos uma sociedade do conhecimento. Não podemos aceitar que um país, que é a 8ª economia do mundo, tenha um dado com esse. Se eleito Governador, pretendo erradicar o analfabetismo nos próximos quatro anos”.

“Governar é fazer escolhas e assumir o custo político”. Para ele, a liderança, peça fundamental no processo de melhorar a gestão pública, é diferente de ser autoridade. “A autoridade dá ordem, oferece proteção e dá direção. Ser líder é gerar desconforto, romper com governos passados, mudar comportamentos para avançar. Precisamos rever valores e mudar hábitos, se quisermos ter um Estado eficiente”.

Segundo ele, as eleições de 2018 serão uma chance de lutar pelo País. “Temos uma missão como cidadãos: engajamento político, fazer reformas estruturais, fortalecer instituições e renovar costumes, resgatando a virtude da política e a boa gestão pública. Não são somente os políticos que vão mudar o País, somos nós também”, finaliza.

O encontro teve o patrocínio do Hotel Terras Altas e da Ghelfond Diagnósticos e foi transmitido ao vivo, via Facebook Live na página da ADVB: @ADVBonline / https://www.facebook.com/ADVBOnline.

 

 

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