Convite para coluna “FINANÇAS” economista José Maestrelli

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Prezado leitor,

É com muita honra e satisfação que aceitei o convite para escrever uma coluna sobre economia no Jornal Folha Condomínios. Espero aproveitar a oportunidade para passar um pouco da minha visão, atuação e experiência na área a vocês.

 


O objetivo da coluna é, com uma linguagem simples e acessível, abordar temas de bastante importância para o dia a dia de todos nós, como:

  • Economia Brasileira: Cenário atual e perspectivas futuras – possíveis alterações na Taxa de Juros, Inflação e outras variáveis que influenciam na vida dos brasileiros;
  • Economia Mundial: De que forma o Brasil poderá ser atingido com a crise na Europa; como a Política Externa pode nos influenciar de forma positiva ou negativa e quais os principais entraves que um baixo crescimento mundial pode provocar sobre as empresas e, consequentemente, sobre a economia brasileira;
  • Educação Financeira: A importância de um planejamento financeiro eficiente, mostrando os principais erros cometidos ao gerenciar o orçamento familiar e como montar e gerir um planejamento de longo prazo;
  • Formas de Investimentos: Quais as principais modalidades de investimentos existentes no país e características de produtos como os títulos públicos, previdência privada, fundos imobiliários e o mercado de ações.

Nesta edição inicial, gostaria de dar um panorama de uma das variáveis econômicas mais importantes – a inflação. Muito se ouve falar, porém nem todos sabem o que é inflação, como é calculada, quais os fatores que podem gerá-la e quais seus efeitos sobre a economia e os produtos.

Inflação é um processo pelo qual ocorre um aumento nos preços dos bens e serviços, provocando perda do poder aquisitivo da moeda. Em termos práticos, o dinheiro vale cada vez menos, sendo necessário uma quantia maior para adquirir os mesmos produtos comprados anteriormente.

Os dois índices mais conhecidos e utilizados para medir níveis inflacionários são:

·         IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): É o índice oficial do Governo para a formação da inflação. Calculado desde 1980, mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre um e quarenta salários mínimos, sendo pesquisado em 11 regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia);

·         IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado): Calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas. É o índice mais utilizado – principalmente em contratos, como o de locação – refletindo as variações dos preços entre os dias 21 de um mês e o 20 do mês seguinte e sendo elaborado para contratos do mercado financeiro. É composto por três índices: Índice de Preços no Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representam 60%, 30% e 10% respectivamente.

Vários fatores podem gerar inflação, como o aumento do preço de um item básico na economia (caso da alimentação, principalmente do tomate); uma aproximação entre oferta e demanda (em decorrência do excesso de consumo, os produtos ficam cada vez mais escassos ocasionando assim um aumento no seu preço); uma queda brusca na oferta (muito em ocorrência a problemas climáticos); e uma emissão, por parte do Governo, de papel-moeda, o que implicaria em um aumento de dinheiro circulando na economia e consequentemente uma elevação do preço dos produtos.

As distorções provocadas pela inflação podem ter um efeito significativo na economia de um país e para o bolso do cidadão. Dentre os diversos efeitos, os mais significativos são: sobre a distribuição de renda (já que ocasionará uma redução no poder de consumo da população); sobre o balanço de pagamentos (pois, em graus elevados, torna o produto nacional mais caro do que o internacional, estimulando um aumento das importações e uma redução das exportações); sobre alocações de recursos (em um período inflacionário é possível ganhar dinheiro no curto prazo, portanto os agentes econômicos, temerosos com o futuro, tendem a modificar seu perfil de investimento) e sobre o mercado de capitais (a moeda tende a desvalorizar muito rápido, durante o período inflacionário, com isso a aplicação em poupança, e outros investimentos, torna-se pouco atraente para o investidor).

 

Na prática, precisamos estar sempre atentos às variações dos níveis inflacionários,  seja para otimização de planejamentos financeiros familiares e empresariais ou para ajustes em planos de investimento. Nas próximas colunas, discutirei de que formas o investidor pode utilizar a inflação para nortear seus investimentos pessoais. Fique ligado!

Jornal Folha Condomínios
Author: Jornal Folha Condomínios

Jornal Folha Condomínios - Um jornal focado nos condôminos e profissionais que atuam em condomínios.


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