Brasil entra na era das edificações sustentáveis

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Cresce o número de empreendimento que buscam certificações ambientais

 Edifícios totalmente sustentáveis, com sistemas automatizados, que ajudam a reduzir os impactos ambientais e o consumo de recursos naturais.

 

O modelo pode ser considerado comum, já que a sustentabilidade é a bandeira da vez. Mas, no Brasil, essa tendência ainda está sendo inserida no mercado da construção civil.

No final de 2012, quando a procura por certificações ambientais começou a aumentar, cerca de 80 prédios no Brasil possuíam o selo Green Building LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design), certificado de maior reconhecimento internacional, que confere rígidos padrões de sustentabilidade às edificações.

 

Contudo, a expectativa é que a procura pelo LEED aumente. O número de edifícios certificados praticamente dobrou de 2012 para cá no mercado brasileiro, saltando para 151 prédios. “Percebemos que essa preocupação está se consolidando no país. Cada vez mais as empresas estão comprometidas em oferecer um produto de qualidade e que respeite o meio ambiente. A expectativa é que o número continue aumentando”, afirma Guido Petinelli, da empresa Petinelli, que presta consultoria na área.

 

O Paraná ocupa a terceira posição no quesito, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro, sendo 44 construções que buscam obter o selo e seis prédios já certificados. Em Curitiba, um dos edifícios que busca o selo é o Iguaçu 2820, da Construtora e Incorporadora Laguna, que foi pré-certificado na categoria Gold, do Green Building. “A busca exigiu um projeto todo diferenciado, desde a fase de planejamento da obra até a construção. O resultado foi um empreendimento totalmente inovador, com alto padrão de qualidade”, explica Bianca Cassilha, gerente de incorporação da Laguna.

 

Segundo Petinelli, a proposta da certificação é garantir um produto de alta qualidade acima dos padrões de mercado e que, além de reduzir os impactos ambientais, reduza o custo de operação e proporcione maior conforto aos proprietários. “No caso do Iguaçu 2820, a inovação está na certificação de todas as salas comerciais, que vai muito além do que se tem no mercado brasileiro”, conta.

 

De acordo com o consultor, é possível avaliar os ganhos da certificação com o registro de economia na manutenção do prédio, chegando a 40% a redução no consumo de energia elétrica e de ar-condicionado, e de mais de 50% no reuso da água, como foi o caso do Iguaçu 2820 (59%). “Muitos empresários são contrários à proposta, pois acham que terão um custo muito elevado na obra, por conta das exigências do LEED. O que na não acontece. Em muitos casos conseguimos reduzir os custos de obra, reutilizando materiais, por exemplo”, esclarece Petinelli.

 

No caso da Laguna, a previsão é que até o final de 2014 a construtora tenha três empreendimentos certificados: Planta I e II Condomínio Logístico São Carlos e Iguaçu 2820. Em breve, a empresa também vai iniciar o processo de certificação do novo escritório da Laguna, que será instalado na torre corporativa do Iguaçu 2820. “A inovação é um dos pilares da Laguna. Por isso prezamos por práticas que melhorem a qualidade de vida e o bem-estar dos nossos clientes”, afirma Bianca.

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Author: Jornal Folha Condomínios

Jornal Folha Condomínios - Um jornal focado nos condôminos e profissionais que atuam em condomínios.


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